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Escoliose de início precoce

Fotos de cirurgias reais, originais de autoria do Dr. Barsotti.

A escoliose de início precoce é uma alteração que afeta crianças com idade inferior a 10 anos, e se caracteriza pela presença de uma curvatura lateral na coluna. Existem diferentes fatores que podem contribuir para o desenvolvimento desta alteração, e quanto mais cedo for o diagnóstico da deformidade, maiores são as chances de obter sucesso no tratamento e minimizar as consequências trazidos por este desvio na coluna.

A coluna vertebral é uma estrutura muito importante para o organismo, atuando como eixo do corpo e possibilitando que o indivíduo permaneça em pé e realize as atividades do cotidiano. Embora a coluna vertebral das pessoas apresente algumas curvaturas naturais mínimas, e que não causam danos ao organismo, em pacientes com escoliose de início precoce este desvio é mais acentuado, podendo trazer prejuízos estéticos e até mesmo funcionais.

Consequências do desvio na coluna: o que uma escoliose pode causar?

A curvatura característica da escoliose pode se apresentar em diferentes graus. De maneira geral, quando o desvio está abaixo de 10°, a alteração não costuma causar nenhum tipo de dano ao organismo do paciente. Quando a deformidade é mais acentuada que isso, porém, já é possível observar danos estéticos e funcionais, além de desconfortos como dor e baixa autoestima.

Casos mais graves de escoliose, com curvaturas consideradas moderadas a graves (mais 40 a 45 graus), podem comprometer a caixa torácica do paciente e prejudicar o funcionamento dos órgãos internos. As funções pulmonares e cardíacas são as mais comumente prejudicadas pelo desvio grave da coluna, e o paciente pode apresentar também perda de equilíbrio e problemas de sustentação.

Para minimizar essas consequências da escoliose de início precoce, é fundamental que a criança seja corretamente diagnosticada e acompanhada por um médico ortopedista que tenha especialização em coluna. Este profissional se responsabiliza por fazer avaliações clínicas e solicitar exames de imagens, de modo a visualizar o grau de inclinação da coluna e a evolução do problema, bem como analisar os problemas associados à deformidade.

O que causa a escoliose de início precoce?

A maior parte dos casos de escoliose de início precoce é do tipo idiopática, um termo que na Medicina significa que não há uma causa específica conhecida para o desenvolvimento da alteração. Os principais tipos de escoliose são classificados justamente de acordo com sua causa, podendo estar associados a problemas de saúde e até mesmo falhas ocorridas durante o desenvolvimento embrionário.

Com base nisso, a escoliose infantil pode ser classificada entre:

  • Escoliose congênita/estrutural: acomete crianças que já nasceram com alguma alteração estrutural na coluna, sendo resultante de alguma falha no desenvolvimento do feto;
  • Escoliose neuromuscular: está associada a distúrbios do sistema muscular, cerebral ou da medula espinhal, como distrofia muscular ou paralisia cerebral. Este tipo de alteração pode fazer com que os músculos das costas não sejam capazes de manter a coluna reta, gerando assim a escoliose;
  • Escoliose sindrômica: ocorre quando o paciente é portador de alguma síndrome genética que afeta o desenvolvimento esquelético ou estrutural;
  • Escoliose idiopática: conforme explicado, este tipo de escoliose não tem causas definidas e é o mais comum entre as manifestações da deformidade.

Tipos de escoliose de início precoce

Levando em consideração a idade com que a criança começa a apresentar os sintomas e recebe o diagnóstico da escoliose de início precoce, a alteração pode ser também classificada entre:

  • Escoliose infantil: diagnosticada entre o nascimento e até os 3 anos de idade;
  • Escoliose juvenil: que é diagnosticada quando a criança está com idade entre 4 e 10 anos, sendo mais predominante em meninas;
  • Escoliose congênita: se manifesta bem cedo, ainda nas primeiras semanas de formação embrionária, sendo diagnosticada no nascimento ou ainda durante o acompanhamento pré-natal.

Como identificar escoliose em crianças?

A escoliose de início precoce pode ser uma alteração difícil de identificar e diagnosticar, uma vez que a criança pode não sentir dor, desconfortos ou apresentar qualquer limitação física. Como consequência, pode acontecer de o desvio progredir com o tempo, sendo descoberto apenas quando a condição já está em estágio mais avançado e com menos opções de tratamentos possíveis.

Geralmente, os primeiros a identificar a presença de uma alteração são os pais ou responsáveis pela criança, que podem observar sintomas como:

  • Postura inadequada, com os ombros desalinhados e o corpo parecendo inclinado para um lado;
  • Costelas mais evidenciadas de um lado do corpo, em comparação a outro;
  • Quadril mais alto de um dos lados;
  • Roupas que não se encaixam adequadamente no corpo da criança;
  • Queixas de dor ou desconforto nas costas, lombar ou ombros.

Ao identificar qualquer sinal de que a postura da criança está alterada de maneira significativa, é importante que os responsáveis procurem um especialista o mais rápido possível. Com base em uma análise clínica minuciosa e avaliação de exames de imagem específicos, um médico ortopedista especializado em coluna poderá diagnosticar a escoliose de início precoce e já iniciar o devido acompanhamento da alteração.

Tratamento: a cirurgia é sempre necessária?

Quanto mais cedo a escoliose infantil for diagnosticada, maiores as chances de controlar a deformidade e evitar uma cirurgia de coluna. Casos em que a curvatura apresentada é considerada mínima, com poucas ou nenhuma consequência para o organismo, podem não demandar tratamento específico — devendo apenas ser acompanhadas para avaliar a progressão do desvio postural.

Quadros de grau leve podem receber a indicação do uso de colete para correção postural,  especialmente durante o período de crescimento. Também podem ser recomendadas sessões de fisioterapia, pilates e exercícios de fortalecimento muscular. A realização desses tratamentos conservadores visa prevenir a necessidade de cirurgia e o agravamento da escoliose, bem como suas consequências.

Em geral, a escoliose de início precoce não recebe recomendação de cirurgia de coluna até que o paciente esteja com seu desenvolvimento esquelético completo. A intervenção costuma ser indicada para indivíduos com mais de 10 anos de idade e que apresentam curvas graves, que prejudicam seu bem-estar e qualidade de vida. Cada caso deve ser avaliado individualmente, sempre priorizando o melhor para a criança.

Para saber mais sobre escoliose de início precoce e entender melhor a respeito de seus sintomas e tratamento, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Carlos Barsotti.

Fontes:
Canal Escoliose, Coluna e Saúde – Dr. Carlos Barsotti;
Hip Spine Center
ITC Vertebral

 

 

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