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Cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso

Imagem ilustrativa de uma coluna

Necessidade de realizar a cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso deve ser avaliada pelo ortopedista responsável pelo caso

A necessidade da cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso é preocupante para muitos pacientes que se submetem ao procedimento pela primeira vez, destacando-se como uma das possíveis complicações deste tipo de cirurgia — devendo ser informada ao paciente ainda no pré-operatório.

A técnica cirúrgica usada para correção de problemas comuns na coluna, como escolioses e cifoses, é a artrodese. Neste procedimento, é feita a fixação de duas ou mais vértebras por meio de pontes formadas por parafusos, hastes e ganchos, além de enxertos ósseos para aumentar as chances de fusão das vértebras.

Entretanto, problemas no pós-operatório podem levar à necessidade de refazer a cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso. Entenda mais a seguir.

Quais as causas da quebra de parafuso após a cirurgia da coluna?

Após a cirurgia da coluna, uma das possíveis complicações é a chamada pseudoartrose, que é quando o osso danificado não cicatriza corretamente. O problema também é chamado de não-união ou artrodese não consolidada.

Os parafusos são usados para proporcionar estabilidade à coluna enquanto um novo tecido ósseo se forma na região lesionada. Esses dispositivos são mantidos no organismo do paciente, pois sua remoção é mais prejudicial à saúde do paciente do que a preservação da prótese.

Entretanto, se a recuperação da cirurgia da coluna é adequada, não é mais o parafuso que mantém a estabilidade das vértebras, razão pela qual o uso de enxerto ósseo é fundamental nas chances de sucesso da artrodese.

A quebra do parafuso após a cirurgia da coluna está relacionada, principalmente, a casos de pseudoartrose, quando há problemas na evolução da recuperação — que, por sua vez, está relacionada a quadros de:

  • Uso de tabaco antes da cirurgia e no pós-operatório;
  • Alimentação pobre em nutrientes e quadros de anemia;
  • Idade avançada do paciente;
  • Quadros de diabetes;
  • Processos infecciosos ou inflamatórios no pós-operatório;
  • Micro movimentação no local da cirurgia.

Esses quadros que levam à pseudoartrose favorecem as movimentações no local operado que, por sua vez, estressa o sistema de fixação utilizado e pode levar à quebra do parafuso.

Em geral, a formação dessa ponte óssea ocorre entre 6 e 8 meses após a cirurgia da coluna. Entretanto, quando ocorre a não-fusão das vértebras, a sobrecarga mecânica começa a forçar o parafuso até que ele quebre.

Portanto, o problema pode ocorrer no pós-operatório imediato, dentro dos primeiros meses da cirurgia, mas também há chances de que a alteração de manifeste posteriormente — inclusive, anos depois. Nestes casos, pode ser necessária a realização de uma nova cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso.

Quando a cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso é necessária?

Apesar de o problema assustar muitos pacientes, é fundamental entender que nem sempre é necessário recorrer à revisão da cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso.

A avaliação deverá ser realizada pelo ortopedista responsável pelo caso, sendo que este profissional vai considerar diferentes aspectos — como presença de pseudoartrose, se o parafuso está atingindo alguma raiz nervosa e há quanto tempo o procedimento foi realizado.

Alguns indicativos de problemas na recuperação após uma cirurgia lombar incluem dor no local da fratura inicial, dormência nos membros inferiores, movimentos no local da fratura, aumento do volume no local.

Assim, a necessidade da cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso deverá ser avaliada pelo médico responsável após levantamento do histórico do paciente e exames que revelem a condição óssea e do parafuso no local fraturado.

Quais os riscos da cirurgia de revisão na coluna?

Caso a cirurgia da coluna devido à quebra de parafuso seja necessária, o paciente deve estar consciente de que o problema pode voltar a ocorrer se houver nova intercorrência na cicatrização.

Para evitar essa ocorrência, é fundamental seguir corretamente as recomendações do médico especialista desde o pré-operatório. Entre em contato com o Dr. Carlos Barsotti e agende sua consulta.

Fontes:

Dr. Carlos Barsotti.