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Cirurgia de escoliose é perigosa?

imagem ilustrativa de uma criança com escoliose

Saiba quais são os riscos associados à cirurgia de escoliose, indicada para corrigir curvas graves da coluna vertebral

A cirurgia de escoliose é um procedimento indicado para corrigir curvas graves e acentuadas da coluna vertebral. Como se trata de um procedimento cirúrgico, que sempre desperta receio e envolve uma estrutura bastante delicada, é comum que muitos pacientes se perguntem se a cirurgia de escoliose é perigosa.

Este temor é perfeitamente compreensível, e é dever do cirurgião ter uma conversa franca e esclarecedora com seu paciente antes de qualquer procedimento mais complexo. Nas consultas pré-operatórias, o especialista deve detalhar se a cirurgia de escoliose é perigosa e quais são os riscos que o procedimento oferece.

Riscos: cirurgia de escoliose é perigosa?

Antes de se perguntar se a cirurgia de escoliose é perigosa, é preciso ter em mente que todo procedimento cirúrgico traz, naturalmente, alguns riscos característicos, já que é sempre um tratamento invasivo.

De modo geral, a cirurgia de escoliose é considerada tranquila, e seus principais riscos são associados a questões:

  • Anestésicas;
  • Infecciosas;
  • Neurológicas;
  • De sangramento.

Entenda melhor a seguir:

Riscos anestésicos

É característico dos procedimentos cirúrgicos o uso de anestesia — seja ela geral ou local, com sedação. É importante dizer que, embora esse risco exista, ele é muito raro e traz complicações leves, tais como:

  • Enjoos;
  • Dor de cabeça;
  • Vômito.

Riscos de infecção

Este risco é um pouco mais delicado e está associado a diversos outros tipos de intervenções cirúrgicas. Portanto, se você se pergunta se a cirurgia de escoliose é perigosa na questão de infecção pós-cirúrgica, é válido dizer que o risco é baixo, orbitando de 2% a 11%.

No entanto, existem alguns fatores que podem intensificar sua ocorrência, como a presença de comorbidades (como diabetes e câncer) e uso de imunossupressores ou de corticoides.

O próprio porte da cirurgia é um fator determinante para a medição do nível de risco: quanto maior e mais demorado for o procedimento, maiores são as chances. Já cirurgias que utilizam materiais como parafusos, próteses ou cages apresentam um risco relativamente maior em comparação a procedimentos descompressivos.

Risco de sangramento

Quem se pergunta se a cirurgia de escoliose é perigosa pode temer também um risco associado à lesão vascular. Mas a boa notícia é que essa ocorrência é extremamente baixa, com chance próxima a 2%.

Embora este seja um risco associado à cirurgia de coluna extremamente raro, a lesão vascular merece ser mencionada em razão de sua gravidade. A chance de que esta lesão ocorra está associada ao fato de a maior parte das cirurgias ser realizada por via posterior — ou seja, pela nuca ou pelas costas. Os vasos sanguíneos de grande calibre não se situam próximo ao sítio cirúrgico.

Riscos neurológicos

Uma das mais importantes preocupações de quem se pergunta se a cirurgia de escoliose é perigosa é esta: riscos neurológicos que podem causar impactos severos e, muitas vezes, irreversíveis à qualidade de vida do paciente.

A medula espinhal e as raízes nervosas são as principais estruturas neurológicas expostas durante uma cirurgia de escoliose. Lesões neurológicas podem ser responsáveis por perda de sensibilidade ou de motricidade, ou até mesmo pela perda de controle dos sistemas intestinal e urinário.

A boa notícia é que os riscos neurológicos são considerados extremamente baixos em procedimentos cirúrgicos de correção da escoliose, uma vez que os instrumentos utilizados pelos médicos e as técnicas de cirurgia são cada vez mais seguros e em constante evolução.

Portanto, se você chegou até aqui se perguntando se a cirurgia de escoliose é perigosa, a resposta é: “não”. Trata-se de um procedimento relativamente simples e com baixos riscos. Mas é dever de todo médico especialista informar ao paciente sobre a existência deles, por menores que sejam.

Saiba mais sobre a cirurgia de Escoliose agendando uma consulta com o Dr. Barsotti.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Coluna

Dr. Carlos Barsotti